Reduzindo o custo de capital por meio da divulgação de indicadores ESG

Bem-vindos ao segundo da série de quatro artigos abordando por que a divulgação de métricas ESG (sigla em inglês para as melhores práticas ambientais, sociais e de governança) não só atende a uma demanda urgente dos acionistas, mas também pode ajudar sua empresa a competir por capital de maneira mais eficiente no mercado de capitais internacional. Atenção, CFOs e conselheiros: de agora em diante, vocês desempenharão um papel cada vez mais importante, já que é crescente o número de investidores que exigem que o Conselho fiscalize o desempenho da empresa nos indicadores ESG.

Parte II: A inevitável conexão entre o desempenho ESG e a demanda dos investidores impacta o custo de capital das empresas: “O custo da dívida[1] de empresas “boas” comparado ao de empresas ‘ruins’, chega a ser dois pontos percentuais inferior, conforme o rating ESG”.

O impacto da adoção das principais tendências ESG pela comunidade global de investidores é imenso para quase todas as empresas, já que a capacidade de competir por capital depende não apenas do desempenho financeiro, mas cada vez mais de seu desempenho nos critérios ambientais, sociais e de governança (também chamados em português de ASG ou triplo impacto). De fato, ambos se tornaram inseparáveis.

Da mesma forma, a fim de garantir capital tanto por meio de dívida como por meio de equity pelo menor custo possível, as empresas têm sido demandadas a relatar métricas ESG detalhadas por um número crescente de investidores, que por sua vez precisam mensurar e monitorar adequadamente tal desempenho. Isso acontece tanto com investidores tradicionais, que têm buscado usar essas informações de maneira progressiva para avaliar os riscos implícitos, quanto com investidores de valor (values-based investors) que precisam tomar a decisão de quais empresas devem evitar.

As companhias que não dão o devido foco na transparência dessas informações passarão a ser ignoradas pelos investidores, ou então serão avaliadas de maneira imprecisa por portfolio managers, analistas de bancos, fornecedores de índices ou empresas que fornecem ratings ESG. No próximo artigo desse blog, explicaremos em mais detalhe quais são as informações exigidas por esses stakeholders e influenciadores do mercado. Isso pode fazer com que a ação de uma companhia seja subavaliada, ou que as taxas de juros aumentem em função direta das avaliações das agências externas de classificação de risco. Em outras palavras, o relato insuficiente de métricas ESG pode prejudicar significativamente o custo de capital de uma empresa, colocando-a em desvantagem desnecessariamente.

O relatório SwissRe de 2017 menciona que “[…] a adoção [pelos investidores] de padrões ESG levaria a uma redução do universo de investimentos e, portanto, da demanda por títulos e valores mobiliários excluídos […].Consequentemente, os fatores ESG terão impacto no valuation e no custo de capital das empresas, tornando-se parte integral da análise financeira”. Já o Bank of America Merrill Lynch quantificou o impacto em um relatório de setembro de 2019: “O custo da dívida1  de empresas “boas” comparado ao de empresas “ruins”, chega a ser dois pontos percentuais inferior, conforme o rating ESG”.

Fonte: MSCI ESG Research LLC, BofA Merrill Lynch US Equity & Quant Strategy

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[1] Com base na média ponderada do spread ajustado por opção